sexta-feira, 4 de março de 2011

RELIGIÃO NÃO! ESPIRITUALIDADE SIM!

Vez por outra encontro pessoas conversando sobre o assunto e outros que costumam a me perguntar: "Qual a sua religião?" De acordo com o ambiente, tento não os responder, porque respondendo, teria de tirar o véu que ainda está sobre a sociedade contemporânea a qual diz: "Se você não tiver uma religião, ou você é ateu ou mentiroso." Esse véu só poderia ser tirado com o poder da explicação baseada no que rege as coisas espirituais, a saber, a Bíblia. 

Eu poderia responder a uma pergunta como essa da seguinte forma, embora minha resposta nunca é pequena: "Eu sou de Deus (Jesus), não sou mais nada."

A grosso modo, quem é de Deus, é, e pronto! Quem é católico é, e não é nada mais do que católico. Quem é espírita, é, e não é nada mais do que espírita, e etc... Portanto, sendo de Deus elimino de sobre mim toda as características chulas de ser um religioso da religião católica, espírita e dentre outras.

Quem crê que Jesus é Sumo Sacerdote segundo uma ordem que transcende a religião de Abraão, crê, daí para frente, não mais em religião, mas apenas em espiritualidade em Cristo, conforme o Evangelho. 

Jesus pregava, orava com doentes e oprimidos, ensinava o evangelho e anunciava a chegada do Reino de Deus; além de acolher pessoas, andar com elas, reuni-las e fazerem-nas sentirem-se irmãs umas das outras, e, sobretudo, deixando a elas claro que o maior poder de testemunho que teriam neste mundo viria exclusivamente da capacidade que tivessem de amarem-se umas às outras — "para que o mundo creia". 

Desse modo, tudo o que Jesus faz e ensina nos evangelhos é o que nos concerne, e, sobretudo, Seu modo de ser, pois, é da observação de Seu modo de ser e andar que se tem, segundo Ele, a chance de em vendo-o, ver-se também o Pai. 

Assim, alegremente reduzo-me a Jesus, e aceito os limites da infinita liberdade, e as contenções do amor, e as cadeias do regozijo, e a impotência dos milagres, e a fraqueza de se enfrentar o inferno apenas com a Palavra. 

Isto, hoje, todavia, é loucura para os espíritas, adeptos das religiões afro, para os católicas, para os maços e escândalo para a maioria dos Evangélicos!

Embora participe de uma determinada Igreja evangélica (palavra "evangélica" que carrega em si essa nomenclatura por conter aquilo que Jesus ensinou - o evangelho), me considero um anti-envangélico pelo simples fato de ser alguém que ama, adora e serve, aquEle que carrega em sua excência o puro Evangelho sem misturas de instituições religiosas.

Sendo de Deus (Jesus), vivo para Jesus e não para a religião.

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